Estudo da Unesp evita perdas de energia

Notícias — By Luis Corvini Filho on maio 19, 2010 at 00:15

Uma pesquisa da Universidade Estadual Paulista (Unesp) criou uma metodologia e um software para auxiliar as companhias de distribuição elétrica a identificar os pontos mais vulneráveis das perdas de energia pelo sistema do país. Atualmente, cerca de 18% da eletricidade produzida no Brasil é perdida entre a usina geradora e as tomadas nas casas dos consumidores. Isso equivale à geração de uma usina de porte médio, com capacidade de 3.400 MW.

Entre 10% e 12% da produção elétrica no país é perdida na distribuição.

Para identificar as perdas, é preciso quantificar a diferença entre a energia recebida nas subestações e a quantidade saída da usina. Isso é feito de duas maneiras, cada qual com suas vantagens e desvantagens. Antonio Padilha Feltrin, coordenador do estudo elaborado pelo Departamento de Engenharia Elétrica do campus de Ilha Solteira da Unesp, explica: “Os sistemas disponíveis mais completos envolvem tantas informações que são inviáveis para se aplicar com frequência. Por outro lado, os sistemas mais simples podem ser empregados periodicamente, mas são incompletos e subestimam perdas”, aponta.

O dilema da equipe foi reunir as vantagens dos dois tipos de aplicativos sem reproduzir as desvantagens. Para isso, a nova metodologia desenvolvida resultou em um software que reduz o trabalho braçal de levantamento e inserção de dados e apresenta resultados após algumas horas.

furtos de energia conhecidos popularmente como “gatos” também causam perdas elétricas.

Feltrin, porém, explica que zerar perdas é impossível, mas o índice brasileiro pode ser bastante reduzido se forem tomadas medidas precisas. No entanto, qualquer plano de ação depende do levantamento de uma enorme quantidade de informações. O estudo contou com a colaboração de uma companhia de distribuição de energia do interior paulista para o compartilhamento de dados técnicos.

O grupo pretende agora aprimorar o programa, inserindo probabilidades de ocorrência. “Com isso, aumentaremos a qualidade dos resultados. Em vez de dar apenas um número, diremos qual é a faixa de precisão”, disse Padilha.

Fonte: Agência FAPESP
Imagens: site SXC.hu

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