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	<title>BIOSFERA TV</title>
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	<description>Programa BIOSFERA TV: Ações e atitudes sustentáveis para o seu dia a dia</description>
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		<title>&#8220;Hitler do clima&#8221; lutará contra aquec. global</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Sep 2010 13:40:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Corvini Filho</dc:creator>
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O estatístico, conhecido mundialmente por negar a importância do aquecimento global e o barulho feito [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O dinamarquês Bjorn Lomborg, um dos mais famosos céticos do aquecimento global, já chamado pelos seus oponentes de “Hitler do clima”, mudou de ideia. Ele disse na terça-feira (31/08) ao jornal britânico <em>Guardian</em> que vai agora lutar contra a mudança climática.</p>
<div id="attachment_3430" class="wp-caption aligncenter" style="width: 490px"><a href="http://www.biosferatv.com.br/wp-content/uploads/2010/09/bjorn_480x280.jpg"><img class="size-full wp-image-3430" title="bjorn_480x280" src="http://www.biosferatv.com.br/wp-content/uploads/2010/09/bjorn_480x280.jpg" alt="" width="480" height="280" /></a><p class="wp-caption-text">Chamado de &quot;Hitler do Clima&quot;, Lomgorg muda agora sua opinião sobre o aquecimento global</p></div>
<p>O estatístico, conhecido mundialmente por negar a importância do aquecimento global e o barulho feito por cientistas, ativistas e a imprensa em torno dele, vai lançar um livro no próximo mês pedindo dinheiro em nome da sua nova bandeira.</p>
<p>Na obra, ele e um grupo de economistas analisaram oito métodos de redução do aquecimento global e sugerem que seja injetado dinheiro, por exemplo, em energias limpas como vento, ondas e energia solar e nuclear.</p>
<p>O ex-cético não é exatamente modesto na hora de pedir dinheiro: de acordo com ele, serão necessários cerca de US$ 100 bilhões por ano para que as iniciativas tragam resultados.</p>
<p><strong>Vira-casaca</strong><br />
A mudança de lado do professor dinamarquês nos recentes debates sobre o clima foi uma surpresa para a comunidade científica. No livro que lhe deu projeção internacional (<em>O Ambientalista Cético</em>), e nas palestras e entrevistas que vieram depois dela, Lomborg abusou da matemática para mostrar que o controle do aquecimento global seria uma conta que não fechava.</p>
<p>Na sua opinião, o custo para combater o aquecimento era alto demais quando comparado com o benefício de ter um mundo “ligeiramente menos quente no futuro”.</p>
<p>Lomborg costumava defender que o ritmo do aquecimento e seus efeitos sobre as pessoas estavam sendo exagerados pelos cientistas “pró-clima” e pelo lobby dos que se beneficiariam com investimentos pesados em ações como limpar a matriz enérgica, por exemplo.</p>
<p>O professor, no entanto, nega no <em>Guardian</em> que tenha feito uma reviravolta. Ele disse que sempre aceitou a existência do efeito humano no aquecimento global e que o importante, agora, é ver onde se deve gastar dinheiro para combatê-lo.</p>
<p>Na série IPCC – O “episódio Lomborg” aconteceu um dia depois de um <a href="http://www.biosferatv.com.br/noticias/ipcc-revisa-relatorio-das-mudancas-climaticas/" target="_blank">grupo de 12 cientistas independentes ter feito uma série de recomendações ao IPCC</a>.</p>
<p>De acordo com os cientistas &#8211; que incluem um brasileiro, o físico Carlos Henrique de Brito Cruz &#8211; o painel do clima precisa passar por mudanças na sua gestão e na coleta de informações. Um dos pontos nevrálgicos do IPCC que levaram à revisão independente foi a afirmação de que as geleiras do Himalaia desapareceriam em 2035, muito antes do que outras fontes sugerem.</p>
<p>Lomborg bateu nessa tecla anteriormente, quando ainda era cético do clima. Ele afirmou que a matemática do degelo estava errada e que, mesmo que o degelo ocorresse, isso poderia ser benéfico, pois aumentaria a quantidade de água disponível no verão para a China e Índia.</p>
<p>O dinamarquês pretende continuar criticando as contas do Himalaia. Mas, agora, sem desprezar as recomendações do IPCC.</p>
<p><strong>O Ambientalista cético</strong><br />
Bjørn Lomborg é um autor e cientista político dinamarquês. Professor adjunto do <em>Copenhagen Business School</em>, diretor do Centro de Consenso de Copenhague e um ex-diretor do Instituto de Avaliação Ambiental em Copenhague.</p>
<p>Ele tornou-se conhecido internacionalmente por seu controverso best-seller <em>The Skeptical Environmentalist</em> (<em>O Ambientalista Cético</em>), publicado em 2001&gt; A tese principal do livro é a negação das previsões dos problemas ambientais.</p>
<p>Em 2002, Lomborg e o Instituto de Avaliação Ambiental criaram o <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Copenhagen_Consensus" target="_blank">Consenso de Copenhague</a>, que tem por objetivo estabelecer as prioridades para promover o bem-estar global, utilizando metodologias baseadas na teoria da economia do bem-estar.</p>
<p>Até este ano, Lomborg fez campanha contra o Protocolo de Kioto e outras medidas para reduzir as emissões de carbono, argumentando ser inevitável a necessidade de adaptação a curto-prazo ao aumento da temperatura.</p>
<p><em>Fonte: Folha.com  / Wikipedia<br />
Imagem: Hasse Ferrold  / Reprodução site</em></p>
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		<title>Lavar calçadas vai dar multa em Sorocaba</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Sep 2010 13:30:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Corvini Filho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quem for flagrado desperdiçando água em Sorocaba (a 100km de São Paulo) pode ser multado em até R$ 15 mil. É o que estipula um projeto protocolado nesta segunda-feira (30/08) na Câmara da cidade. Segundo a medida, é considerado desperdício usar água do sistema público para lavar carros e calçadas.
O valor dobra na reincidência e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quem for flagrado desperdiçando água em Sorocaba (a 100km de São Paulo) pode ser multado em até R$ 15 mil. É o que estipula um projeto protocolado nesta segunda-feira (30/08) na Câmara da cidade. Segundo a medida, é considerado desperdício usar água do sistema público para lavar carros e calçadas.</p>
<p>O valor dobra na reincidência e triplica nos períodos de estiagem, como o atual. O Serviço Autônomo de Água e Esgotos (SAAE) de Sorocaba iniciou campanha nas rádios pedindo economia de água. Também pede à população que denuncie o desperdício. A medida foi tomada em razão do aumento no consumo motivado pelo clima seco.</p>
<p>Sem chuva há quase 50 dias, o nível dos reservatórios baixou e a autarquia começou a usar água da represa de Ipaneminha, reservada para os períodos de seca. No domingo (29/08), apesar da melhoria na umidade do ar, que à tarde estava em 34%, a cidade voltou a registrar queimadas.</p>
<p>Um incêndio atingiu uma área de 12 hectares de mata e eucaliptos numa região de condomínios, no Alto da Boa Vista. Bombeiros e voluntários trabalharam toda a madrugada para evitar que as chamas atingissem chácaras.</p>
<p><em>Fonte: Agência Estado<br />
Imagens: Adrian Kkeith &#8211; Site SXC.hu</em></p>
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		<title>Mudanças climáticas e o efeito nas florestas</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Aug 2010 11:00:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fachini</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>As alterações no clima têm feito com que as florestas tropicais cresçam em um ritmo mais lento do que o habitual, ao passo que o inverso ocorre nas florestas temperadas, onde as árvores se desenvolvem a taxas mais aceleradas. Em ambos os casos, o fenômeno pode ser explicado pelo aumento nas concentrações de CO2 na atmosfera.</p>
<p>&#8220;Nos últimos 40 anos verificamos um aumento de 15% nas emissões de CO2 na atmosfera. Era esperado que isso afetasse os padrões de crescimento das florestas, mas só agora estamos tendo as primeiras pistas de como isso está acontecendo na prática&#8221;, afirma o pesquisador Stuart James Davies, diretor científico do Smithsonian Tropical Research Institute, considerada uma das principais instituições mundiais de estudos na área de ecologia tropical, com atuação em 40 países.</p>
<p>Após realizar estudos de campo em florestas de área superior a 50 hectares (o equivalente a 50 campos de futebol), localizadas na Ilha Barro Colorado, no Panamá, e em Pasoh, na Malásia, Davies e sua equipe concluíram que as florestas tropicais estão registrando as menores taxas de crescimento dos últimos 21 anos. Foram analisadas mais de 400 mil árvores e arbustos, marcados e catalogados ao longo de 30 anos.</p>
<p>Segundo a pesquisa, as taxas de crescimento dos troncos caíram significativamente nas duas florestas. No Panamá, várias amostras foram analisadas. Em um grupo de 242 espécies, os padrões de crescimento se alteraram em 95% delas, sendo que em 71% as mudanças foram bastante significativas. Na Malásia, de um grupo de 775 espécies de árvores, 95% apresentaram taxas de crescimento inferior às verificadas nos últimos 20 anos.</p>
<p>Nos dois casos, explica Davies, as alterações no padrão de crescimento estão associadas a mudanças nos regimes climático locais. Entre elas, a redução da média anual de temperaturas mínimas e aos níveis de chuvas.</p>
<p>&#8220;As causas dessa redução no crescimento das árvores ainda precisam ser melhor compreendidas. Mas há uma nova dinâmica em curso, claramente um sinal das mudanças climáticas.&#8221; O estudo faz parte do projeto HSBC Climate Partnership, criado pelo grupo financeiro britânico com o objetivo de conduzir experiências de campo sobre os efeitos das mudanças climáticas sobre os ecossistemas e, a longo prazo, também na economia.</p>
<p><strong>Florestas temperadas</strong><br />
As florestas localizadas em regiões de clima temperado &#8211; como nos Estados Unidos e Europa &#8211; também estão tendo seus padrões de crescimento alterados, mas no sentido contrário.</p>
<p>Essas florestas crescem a taxas aceleradas, nunca vistas nos últimos 225 anos, aponta outro estudo, realizado pelo Smithsonian Environmental Research Center, que também faz parte do Smithsonian Institution. Experimento desenvolvido em florestas do Estado americano de Maryland pelo ecólogo Geoffrey Parker foi publicado em fevereiro pela Proceedings of The National Academy of Sciences (PNAS), a publicação da Academia Nacional de Ciências dos EUA.</p>
<p>Parker rastreou as taxas de crescimento das árvores com idades entre 5 anos e 225 anos e as incluiu em um modelo matemático. Mais de 90% das amostras cresceram entre duas a quatro vezes mais rápido que o padrão delimitado pelo modelo matemático. Na floresta que serviu de base para o estudo, as taxas de CO2 na atmosfera cresceram 12% nos últimos 22 anos e a estação mais quente, onde ocorre majoritariamente o crescimento das árvores, se prolongou por mais sete a oito dias por ano.</p>
<p>&#8220;Se olharmos para os resultados dos dois estudos é possível concluir que a resposta das florestas às mudanças climáticas é rápida&#8221;, diz Davies. O pesquisador explica que essas mudanças, associadas às alterações drásticas nas paisagens causadas pela ocupação humana &#8211; como desmatamentos e queimadas &#8211; podem trazer impactos importantes na regulação do clima e do regime de chuvas, especialmente nas regiões tropicais.</p>
<p><strong>Amazônia</strong><br />
No Brasil, o Experimento de Grande Escala da Interação Biosfera-Atmosfera da Amazônia (LBA), iniciativa que soma mais de 150 projetos de pesquisas, ainda não possibilitou aferir conclusões sobre como o bioma é afetado pelo aquecimento global.</p>
<p>&#8220;Ainda não temos dados suficientes para afirmar que a floresta tropical brasileira teve seus padrões de crescimento alterados em razão das mudanças climáticas&#8221;, afirma Luiz Antonio Martinelli, pesquisador da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq-USP). Ele explica que as florestas tropicais têm maior variabilidade genética e possibilidade de adaptação a mudanças do que as florestas de clima temperado. &#8220;Mas já temos um banco de dados consistente para investigações futuras.&#8221;</p>
<p><em>Fonte: O Estado de S. Paulo<br />
Imagem: InfoEscola</em></p>
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		<title>IPCC revisa relatório das mudanças climáticas</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Aug 2010 17:59:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Corvini Filho</dc:creator>
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O documento foi entregue ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e ao presidente do conselho do IPCC, Rajendra Pachauri, pela [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Foi divulgada nesta segunda-feira (30/8) na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, a revisão dos procedimentos e processos do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), conduzida por um comitê independente de especialistas.</p>
<p>O documento foi entregue ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e ao presidente do conselho do IPCC, Rajendra Pachauri, pela organização <em>InterAcademy Council </em>(IAC), que reúne academias de ciências de diversos países e que conduziu a revisão.</p>
<p>Intitulado <em>Climate change assessments: review of the processes and procedures of the IPCC</em> (Relatório das Mudanças Climáticas: revisão dos processos e procedimentos do IPCC, em tradução livre), o documento foi divulgado em uma coletiva de imprensa pela manhã, transmitida pela internet, no endereço <a href="http://www.un.org/webcast" target="_blank">www.un.org/webcast</a>.</p>
<p>O comitê de 12 especialistas responsável pela revisão foi coordenado pelo economista Harold Shapiro, ex-reitor das universidades Princeton e de Michigan, nos Estados Unidos. O Brasil está representado no comitê por Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da FAPESP.</p>
<div id="attachment_3390" class="wp-caption aligncenter" style="width: 490px"><a href="http://www.biosferatv.com.br/wp-content/uploads/2010/08/geleira_480x280.jpg"><img class="size-full wp-image-3390" title="geleira_480x280" src="http://www.biosferatv.com.br/wp-content/uploads/2010/08/geleira_480x280.jpg" alt="" width="480" height="280" /></a><p class="wp-caption-text">Geleira Collins (Antártica). ONU solicitou a revisão após &quot;Climagate&quot;, de novembro de 2009</p></div>
<p>A revisão do IPCC, solicitada pelas Nações Unidas, fez o comitê revisar os procedimentos empregados pelo painel na preparação de seus relatórios. Entre os assuntos analisados estão o controle e a qualidade dos dados utilizados e a forma como os relatórios lidaram com diferentes pontos de vista científicos.</p>
<p>“O que o IAC espera do comitê é uma contribuição especial para que os trabalhos do IPCC tenham a base científica mais sólida possível, o que é fundamental para que as conclusões e projeções tenham cada vez maior legitimidade junto a governos e ao público em geral”, disse Brito Cruz.</p>
<p>Entre os integrantes do comitê de revisão estão Maureen Cropper, ex-economista chefe do Banco Mundial, Mario Molina, ganhador do Nobel de Química em 1995, e Peter Williams, vice-presidente da <em>Royal Society</em>.</p>
<p>Roseanne Diab, diretora da Academia de Ciências da África do Sul, é a vice-presidente do comitê, que teve seus integrantes indicados pelas academias de ciência que fazem parte da IAC.</p>
<p>O relatório revisado (em inglês) pode ser visto e baixado <a href="http://reviewipcc.interacademycouncil.net/report/Executive%20Summary%20and%20Front%20Matter.pdf" target="_blank">aqui</a>, e o sumário executivo encontra-se neste <a href="http://reviewipcc.interacademycouncil.net/report/Climate%20Change%20Assessments,%20Review%20of%20the%20Processes%20&amp;%20Procedures%20of%20the%20IPCC.pdf" target="_blank">link</a>.</p>
<p>Mais informações: <a href="http://www.interacademycouncil.net/ipccreview">www.interacademycouncil.net/ipccreview</a>.</p>
<p><em>Fonte: Agência Fapesp<br />
Imagem: Eskinder Debebe / UN Photo</em></p>
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		<title>Manifestação inédita no twitter contra queimadas</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Aug 2010 17:38:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fachini</dc:creator>
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		<description><![CDATA[#chegadequeimadas. É esse o mais novo protesto na rede social Twitter. Iniciada no dia 25, a manifestação é um marco histórico na área ambiental: nunca antes uma campanha para denunciar os impactos das queimadas foi feito de maneira tão rápida e espontânea.
&#8220;Até agora, mais de 25 mil pessoas fazem parte da campanha&#8221;, disse o cientista político [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>#chegadequeimadas</strong>. É esse o mais novo protesto na rede social Twitter. Iniciada no dia 25, a manifestação é um marco histórico na área ambiental: nunca antes uma campanha para denunciar os impactos das queimadas foi feito de maneira tão rápida e espontânea.</p>
<p>&#8220;Até agora, mais de 25 mil pessoas fazem parte da campanha&#8221;, disse o cientista político Sergio Abranches em entrevista concedida hoje para a rádio CBN.  De acordo com o diretor da OSCIP Amigos da Terra &#8211; Amazônia Brasileira, Roberto Smeraldi, das 4h46 às 6h26, #chegadequeimadas ficou entre as Trend Topics (expressões mais citadas) do Twitter. A meta é que a campanha volte a estar nos Tts brasileiros.</p>
<p>Denúncias sobre os focos de incêndio que vem ocorrendo no país, protesto em relação ao descaso e à ausência do Estado são algumas dos posts daqueles que participam da campanha #chega de queimadas.  &#8220;O governo brasileiro é inoperante com relação às queimadas.  É fogo para todo lado no Pará e Mato Grosso e Tocantins e nada é feito&#8221;, disse o ambientalista George Dantas, em um dos seus posts.</p>
<p>Para participar da campanha use a tag #chegadequeimadas em seu twitter.</p>
<p><strong>Brasil em chamas</strong><br />
Durante o período de seca na Amazônia, os produtores rurais ateiam fogo em seus terrenos para renovar o cultivo, seja de agricultura, pasto ou para a pecuária.  Esses incêndios avançam sobre as florestas.  De acordo com o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), usar fogo para manejar ou implantar pastagens é ilegal.  Uma queimada só pode ser feita de forma controlada, após ser emitida autorização do órgão ambiental competente.  O valor da multa por queimada irregular é de R$ 1 mil por hectare mais o embargo da área onde houve o crime ambiental.</p>
<p>Segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, esse ano, o estrago provocado pelas queimadas pode ser maior que em 2007, quando houve o maior número de incêndios dos últimos cinco anos.</p>
<p>A situação mais crítica ocorre no Tocantins, onde as queimadas já destruíram 216 mil hectares do Parque Nacional do Araguaia.  O instituto também considera crítica a situação no sul do Pará e em Rondônia.  Além da destruição das florestas, as queimadas trazem prejuízos sociais e econômicos.  Os aeroportos de Rondônia e Acre ficaram fechados por vários dias, por falta de visibilidade ocasionada pela fumaça.  O tráfego nas estradas também foi afetado, principalmente no período noturno.</p>
<p>Em função dos incêndios que se alastram por causa da seca, 100 casas foram destruídas pelo fogo em Marcelândia (MT).  No mesmo Estado dois trabalhadores da Usina Pantanal, na zona rural de Jaciara, morreram em um acidente durante uma queima de cana-de-açúcar.  Uma das vítimas morreu no local.  O outro trabalhador no Hospital e Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá.</p>
<p>Em Rondônia os ribeirinhos estão com dificuldades para navegarem no Rio Madeira, já que além da baixa do rio, ocasionada pelo período de seca, a visibilidade é praticamente zero.  Na região urbana a cidade está tomada por neblina, e a fumaça, em certos momentos chega a tomar conta das residências.  Os atendimentos nos postos de saúde e nas policlínicas aumentaram substancialmente: apenas no Hospital Infantil Cosme e Damião, o atendimento a crianças que apresentam problemas respiratórios subiu 70%.</p>
<p>Só no oeste do Pará, nos municípios de Novo Progresso e Altamira , o Ibama já multou em R$ 726 mil os proprietários rurais por queimada ilegal.  Juntos, eles colocaram fogo sem autorização do órgão ambiental em 724,91 hectares de pastos e florestas em regeneração.  Além da multa, o instituto embargou suas terras.</p>
<p><em>Fonte: Amazônia.org.br<br />
Fotomontagem: Fabiano Fachini</em></p>
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		<title>Mais cidades com coleta seletiva no Brasil</title>
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		<pubDate>Sun, 29 Aug 2010 13:30:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Corvini Filho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em 20 anos, o número de cidades com programas de coleta seletiva de resíduos sólidos no Brasil aumentou de 58, em 1989, para 994 em 2008. Em 2000, eram 451 os municípios que dispunham de sistemas de separação de lixo para reciclagem em toda a área da cidade.
Em 2008, 994 dos 5.564 municípios (17% do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em 20 anos, o número de cidades com programas de coleta seletiva de resíduos sólidos no Brasil aumentou de 58, em 1989, para 994 em 2008. Em 2000, eram 451 os municípios que dispunham de sistemas de separação de lixo para reciclagem em toda a área da cidade.</p>
<p>Em 2008, 994 dos 5.564 municípios (17% do total) dispunham de programas de coleta seletiva do lixo. O avanço se deu, sobretudo, nas regiões Sul e Sudeste, onde, respectivamente, 46% e 32,4% dos municípios informaram ter programas de coleta seletiva que cobriam todo o município.</p>
<p>Os dados são da Pesquisa Nacional de Saneamento Básico 2008, divulgada em agosto, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).</p>
<p>Segundo Carlos Silva, presidente da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais, o crescimento do número de cidades com sistemas de coleta seletiva é uma tendência irreversível. “É importante referir que em breve contaremos com a nova Lei do Lixo, que obriga os municípios a fazer uma gestão ecologicamente correta dos resíduos”, afirma.</p>
<div id="attachment_3361" class="wp-caption aligncenter" style="width: 490px"><a href="http://www.biosferatv.com.br/wp-content/uploads/2010/08/lixo_reciclavel.jpg"><img src="http://www.biosferatv.com.br/wp-content/uploads/2010/08/lixo_reciclavel.jpg" alt="" title="lixo_reciclavel" width="480" height="280" class="size-full wp-image-3361" /></a><p class="wp-caption-text">Aumento de sistemas de coleta seletiva é uma tendência irreversível, afirma especialista</p></div>
<p>Ainda em fase de regulamentação, a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) obriga todos os municípios a criar programas de destinação correta do lixo no prazo de quatro anos.</p>
<p><strong>Conscientização é resultado de políticas públicas eficientes, afirma consultora</strong><br />
Para Pólita Gonçalves, consultora socioambiental e gestora do Instituto Estadual do Ambiente do Estado do Rio de Janeiro, o crescimento de programas de coleta seletiva é consequência do aumento da demanda da população. “As pessoas têm se conscientizado da necessidade de dar a destinação correta ao lixo e o resultado disso é a criação de políticas públicas correspondentes”.	</p>
<p>“É fundamental que os consumidores exijam dos seus governantes políticas que garantam a coleta seletiva. A destinação correta dos resíduos é a última etapa do consumo consciente”, explica Heloisa Mello, gerente de operações do Instituto Akatu.</p>
<p>Os municípios com serviço de coleta seletiva separam, prioritariamente, papel e/ou papelão, plástico, vidro e metal (materiais ferrosos e não ferrosos), sendo que os principais compradores desses materiais são os comerciantes de recicláveis (53,9%), as indústrias recicladoras (19,4%), entidades beneficentes (12,1%) e outras entidades (18,3%).</p>
<p><strong>Mais da metade dos municípios ainda utiliza lixões</strong><br />
A pesquisa do IBGE revela também que 59,8% das cidades brasileiras usam lixões a céu aberto para descartar os resíduos sólidos. Os aterros sanitários são o destino final do lixo em 27,7% das cidades, e 22% dos municípios encaminham os resíduos para aterros controlados.</p>
<p>Segundo o IBGE, o quadro exige soluções urgentes, entretanto, o número de municípios que usam os lixões caiu nos últimos 20 anos. Em 1989, 88% dos locais armazenavam resíduos sólidos a céu aberto; em 2000, ano em que foi realizada a pesquisa anterior, eram 72,3%.</p>
<p>Os Estados de Piauí, Maranhão e Alagoas são apontados como os locais onde a situação é bastante grave. Esses Estados destinam mais de 95% dos resíduos aos lixões. Santa Catarina foi o Estado com os melhores resultados na coleta. Lá, 87,2% do lixo é destinado a aterros sanitários controlados.</p>
<p>A Pesquisa Nacional de Saneamento Básico levantou informações sobre todos os municípios brasileiros. Os pesquisadores do IBGE foram a campo no segundo semestre de 2008.</p>
<p><em>Fonte: Instituto Akatu<br />
Imagem: Renato Cardoso &#8211; site SXC.hu</em></p>
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		<title>Controle de pragas sem impacto ambiental</title>
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		<pubDate>Sat, 28 Aug 2010 13:30:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Corvini Filho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[controle de pragas]]></category>
		<category><![CDATA[fapesp]]></category>
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		<description><![CDATA[A aplicação de inseticidas pode resolver a incidência de doenças em uma determinada lavoura, mas traz uma série de efeitos colaterais indesejáveis. Eliminar o inseto transmissor pode afetar a reprodução de outras espécies vegetais que dependem dele para a polinização. Além disso, resquícios dos químicos empregados aderem à planta e podem contaminar a alimentação humana, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A aplicação de inseticidas pode resolver a incidência de doenças em uma determinada lavoura, mas traz uma série de efeitos colaterais indesejáveis. Eliminar o inseto transmissor pode afetar a reprodução de outras espécies vegetais que dependem dele para a polinização. Além disso, resquícios dos químicos empregados aderem à planta e podem contaminar a alimentação humana, bem como rios e outros corpos d&#8217;água.</p>
<p>A preocupação com essas questões fez surgir o conceito de controle biorracional de pragas, uma maneira de controlar o desenvolvimento de insetos com o uso de produtos naturais e seus derivados, procurando minimizar os impactos ambientais.</p>
<p>No Brasil, oito unidades de pesquisa de cinco estados se uniram para formar o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) de <a href="http://www.cbip.ufscar.br/" target="_blank">Controle Biorracional de Insetos Pragas</a>, com a proposta de desenvolver soluções de diversos problemas que atingem as plantações brasileiras.</p>
<div id="attachment_3340" class="wp-caption aligncenter" style="width: 490px"><a href="http://www.biosferatv.com.br/wp-content/uploads/2010/08/formiga.jpg"><img src="http://www.biosferatv.com.br/wp-content/uploads/2010/08/formiga.jpg" alt="" title="formiga" width="480" height="280" class="size-full wp-image-3340" /></a><p class="wp-caption-text">Pragas como formigas podem ser controladas de forma ambientalmente segura. </p></div>
<p>A Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), a Universidade Estadual de São Paulo (Unesp), campus de Rio Claro, e a Universidade de São Paulo (USP), com seus campi de Ribeirão Preto e da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, em Piracicaba, são as quatro unidades paulistas que integram o instituto e recebem apoio da FAPESP e do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) por meio da modalidade Temático-INCT.</p>
<p>O INCT também é integrado pelas universidades federais do Paraná e de Sergipe e por duas unidades da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac): a Estação Experimental Sósthenes de Miranda, em São Sebastião do Passé (BA), e a Superintendência da Amazônia Oriental, em Belém (PA).</p>
<p>Uma das vantagens de utilizar compostos naturais no controle de pragas é retirar substâncias tóxicas dos processos ecológicos. “A probabilidade de uma substância natural apresentar toxicidade a um inseto é pequena. Ela pode inibir o desenvolvimento de um determinado inseto, por exemplo, e isso poupa de produtos tóxicos o animal, o meio ambiente e o próprio ser humano, que consumirá alimentos vindos daquela planta”, disse a coordenadora do INCT, Maria de Fátima das Graças Fernandes da Silva, professora do Departamento de Química da UFSCar, à Agência FAPESP.</p>
<p>Por serem mais familiares ao organismo, as substâncias naturais são metabolizadas mais facilmente, enquanto os produtos sintéticos podem acabar se acumulando. Isso ocorre porque os produtos de origem natural fazem parte de um processo de coevolução entre a planta e o inseto. No caso da aplicação de um inseticida sintético, a probabilidade dessa interação é bem menor.</p>
<p>As fontes de substâncias naturais não são somente as plantas, mas também fungos e bactérias, e o trabalho de pesquisa também envolve os mecanismos de interação entre insetos e plantas. “É preciso entender por que o inseto vai até a planta, por que ele carrega a bactéria e por que essa bactéria se desenvolve bem no vegetal, provocando doença”, disse Maria de Fátima.</p>
<p>Uma abordagem como essa foi feita para entender a propagação da <em><a href="http://www.agencia.fapesp.br/materia/12474/especiais/o-exemplo-da-xylella.htm" target="_blank">Xylella fastidiosa</a></em>, bactéria causadora da clorose variegada de citros, popularmente conhecida como praga do amarelinho, e cujo vetor são pequenas cigarras da família <em>Cicadellidae</em>.</p>
<p>“Ao entender a interação química entre bactéria e planta, podemos desenvolver um metabólito que iniba a proliferação do patógeno no vegetal ou ainda buscar uma substância que controle a proliferação do inseto vetor”, explicou Maria de Fátima.</p>
<p>O controle dos insetos é ambientalmente mais interessante do que a sua eliminação completa, de acordo com a pesquisadora, pois ele pode ser o vetor de uma doença para uma determinada planta e ao mesmo tempo o polinizador de outra. Portanto, eliminá-lo resultaria em perdas ambientais maiores na região em que o inseto desaparecesse.</p>
<p><strong>Formigas famintas</strong><br />
Outro braço dessa pesquisa investiga a formiga-cortadeira (<em>Atta sexdens rubropilosa</em>), considerada praga de vários tipos de plantas. Para abordar o problema, a equipe da Unesp de Rio Claro estuda o comportamento social desses insetos e o grupo da UFSCar analisa os processos químicos envolvidos.</p>
<p>Uma das abordagens envolve um ataque indireto. Em vez de atingir as próprias formigas, uma substância desenvolvida no projeto elimina os fungos das quais elas se alimentam.</p>
<p>As formigas cortam as folhas das plantas e as levam para um compartimento do formigueiro. Nele, as folhas alimentam uma colônia de fungos que, por sua vez, alimenta toda a comunidade de insetos.</p>
<p>O produto desenvolvido na pesquisa pode ser aplicado sobre a planta ou sobre o solo e é absorvido pelo vegetal e se mistura à seiva, espalhando-se por toda a sua estrutura. O produto que fica nas folhas é recolhido pela formiga e, uma vez no formigueiro, inibe a proliferação do fungo.</p>
<p>Sem alimento suficiente, a colônia de insetos abandona a área deixando aquela plantação. “Eliminar completamente a formiga não seria interessante, pois elas realizam funções importantes como a aeração do solo”, explicou Maria de Fátima.</p>
<p>A pesquisadora conta que foram desenvolvidos no âmbito do INCT dois produtos para combater a <em>Xylella fastidiosa</em> e um para o controle da formiga-cortadeira, que já despertaram o interesse de duas empresas. Os produtos deverão ser patenteados e comercializados.</p>
<p>Algumas dessas sustâncias são envolvidas em cápsulas de escala nanométrica. Esse encapsulamento imprime uma estabilidade muito maior ao princípio ativo, que dura mais e tem sua eficácia aumentada. Isso permite que ele seja aplicado em uma quantidade menor, gerando economia ao produtor agrícola.</p>
<p><strong>Resistência dos produtores</strong><br />
Embora ambientalmente mais saudável, o controle biorracional de pragas enfrenta um grande obstáculo para sua aplicação: a resistência dos produtores rurais.</p>
<p>“Esse é o maior obstáculo, não apenas no Brasil, mas em diversos outros países. Muitos produtores consideram mais fácil a aplicação de inseticidas e a eliminação completa do inseto causador do problema, ainda que ele seja importante para outras plantas e culturas”, lamentou Maria de Fátima.</p>
<p><em>Fonte: Agência FAPESP<br />
Imagem: Subhadip Mukherjee &#8211; site SXC.hu</em></p>
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		<title>Ibama apreende 1,4 ton de barbatanas</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Aug 2010 23:12:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Corvini Filho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Esse é o tipo de notícia que nos dói o coração, e que temos que batalhar para criar a conscientização na sociedade. Desenvolvimento sustentável se faz com crescimento econômico, oportunidades justas para a sociedade e trabalhadores e, de forma integrada aos dois, preservação ambiental.
O Ibama apreendeu na última quinta feira (26/08) uma remessa de barbatanas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esse é o tipo de notícia que nos dói o coração, e que temos que batalhar para criar a conscientização na sociedade. Desenvolvimento sustentável se faz com crescimento econômico, oportunidades justas para a sociedade e trabalhadores e, de forma integrada aos dois, preservação ambiental.</p>
<p>O Ibama apreendeu na última quinta feira (26/08) uma remessa de barbatanas de tubarão em um porto em Belém, no Pará. A carga de 1,4 toneladas seria exportada para Hong Kong, onde o produto é utilizado na indústria alimentícia.<br />
<div id="attachment_3364" class="wp-caption aligncenter" style="width: 490px"><a href="http://www.biosferatv.com.br/wp-content/uploads/2010/08/finning.jpg"><img src="http://www.biosferatv.com.br/wp-content/uploads/2010/08/finning.jpg" alt="" title="finning" width="480" height="280" class="size-full wp-image-3364" /></a><p class="wp-caption-text">A carga de 1,4 toneladas seria exportada para Hong Kong</p></div></p>
<p>Além de perder as barbatanas, avaliadas em mais de R$80 mil, a empresa recebeu multa de R$128 mil. “O exportador não provou a destinação correta das carcaças de tubarão, o que revela que os animais foram vítimas da prática do <em>finning</em>, disse o analista ambiental e biólogo Gunther Barbosa, investigador do caso.</p>
<p>Proibida por uma portaria do Ibama, <strong>o <em>finning</em> ocorre quando o pescador corta apenas as barbatanas do tubarão e descarta a carcaça no mar</strong>. Muitas vezes o animal resiste à amputação e é jogado ainda vivo na água, mas não sobrevive.</p>
<p>Os pescadores praticam o <em>finning</em> por motivos econômicos, já que transportar um barco cheio de barbatanas, produto muito valorizado no mercado internacional, é mais lucrativo que ocupá-lo com o tubarão inteiro.</p>
<p>Posso garantir, por experiência própria, que é muito mais agradável e emocionante <a href="http://www.biosferatv.com.br/blog/cara-a-cara-com-o-rei-dos-mares/" target="_blank">ver um tubarão vivo</a> e dominando seu habitat. Conheça mais sobre os tubarões e faça sua parte, denunciando os crimes ambientais.</p>
<p><em>Fonte: Ibama<br />
 Imagem: Nelson Feitosa &#8211; Ibama</em></p>
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		<title>Plantas crescem menos com aquecimento global</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Aug 2010 13:30:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Corvini Filho</dc:creator>
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		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
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		<category><![CDATA[NASA]]></category>

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		<description><![CDATA[O aquecimento global não tem feito as plantas crescerem mais, como se estimava, mas sim menos. Segundo um estudo publicado na revista Science, a produtividade dos vegetais tem decaído em todo o mundo.
Até então, achava-se que as temperaturas constantemente mais elevadas estariam estimulando o crescimento das plantas, mas a nova pesquisa, feita com dados de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O aquecimento global não tem feito as plantas crescerem mais, como se estimava, mas sim menos. Segundo um estudo publicado na revista <em>Science</em>, a produtividade dos vegetais tem decaído em todo o mundo.</p>
<p>Até então, achava-se que as temperaturas constantemente mais elevadas estariam estimulando o crescimento das plantas, mas a nova pesquisa, feita com dados de satélites da Nasa, a agência espacial norte-americana, aponta o contrário.</p>
<p>O motivo são as secas regionais, indica o estudo feito por Maosheng Zhao e Steven Running, da Universidade de Montana (EUA), segundo o qual a tendência na produtividade já dura uma década.</p>
<p>A produtividade é uma medida da taxa do processo de fotossíntese que as plantas verdes usam para converter energia solar, dióxido de carbono e água em açúcar, oxigênio e no próprio tecido vegetal.</p>
<p>O declínio observado na última década foi de 1%. Parece pouco, mas, de acordo com os autores da pesquisa, é um sinal alarmante devido ao impacto potencial na produção de alimentos e de biocombustíveis e no ciclo global do carbono.</p>
<p>“Os resultados do estudo são, além de surpreendentes, significativos no nível político, uma vez que interpretações anteriores indicaram que o aquecimento global estaria ajudando no crescimento das plantas mundialmente”, disse Running.</p>
<p><strong>Reestudo mudou resultado original</strong><br />
Em 2003, outro artigo publicado na <em>Science</em>, de Ramakrishna Nemani, do Centro de Pesquisa Ames, da Nasa, e colegas, havia apontado um aumento de 6% na produtividade global de plantas terrestres entre 1982 e 1999.</p>
<p>O aumento foi justificado por condições favoráveis na temperatura, radiação solar e disponibilidade de água, influenciados pelo aquecimento global, que seriam favoráveis ao crescimento vegetal.</p>
<p>Zhao e Running decidiram fazer novo estudo, a partir de dados da última década reunidos pelo satélite Terra, lançado em 1999. Os cientistas esperavam pela continuidade da tendência anterior, mas verificaram que o impacto negativo das secas regionais superou a influência positiva de uma estação de crescimento mais longa, o que levou ao declínio na produtividade.</p>
<p>Segundo o estudo, embora as temperaturas mais elevadas continuem a aumentar a produtividade em algumas áreas e latitudes mais altas, nas florestas tropicais, responsáveis por grande parte da matéria vegetal terrestre, a elevação nas temperaturas tem diminuido a produtividade, devido ao estresse hídrico e à respiração vegetal, que retorna carbono à atmosfera.</p>
<p><em>Fonte: Agência FAPESP<br />
Imagens: Luis Corvini Filho / Kristin Smith e Bill Sarver &#8211; Site SXC.hu </p>
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		<title>Amazônia perde 29 áreas protegidas</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Aug 2010 13:30:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fachini</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[áreas protegidas]]></category>
		<category><![CDATA[florestas]]></category>
		<category><![CDATA[Imazon]]></category>

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		<description><![CDATA[Por pressão de madeireiros, fazendeiros, mineradores ou do próprio governo, 29 áreas protegidas na Amazônia foram reduzidas ou extintas entre 2008 e 2009. O total de florestas perdidas no processo foi de 49 mil km2, quase um Rio Grande do Norte. As reduções ocorreram sem consultas públicas ou estudos técnicos, como manda a lei.
Os dados [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por pressão de madeireiros, fazendeiros, mineradores ou do próprio governo, 29 áreas protegidas na Amazônia foram reduzidas ou extintas entre 2008 e 2009. O total de florestas perdidas no processo foi de 49 mil km2, quase um Rio Grande do Norte. As reduções ocorreram sem consultas públicas ou estudos técnicos, como manda a lei.</p>
<p>Os dados são de um estudo inédito do <a href="http://www.imazon.org.br/" target="_blank">Imazon</a> (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia). Os pesquisadores Elis Araújo e Paulo Barreto levantaram 37 iniciativas entre novembro de 2008 a novembro de 2009 para reduzir 48 unidades de conservação ou terras indígenas na Amazônia.</p>
<p>Até julho deste ano, 23 propostas haviam sido concluídas. 93% delas resultaram em perda de área na unidade de conservação.</p>
<p><a href="http://www.biosferatv.com.br/wp-content/uploads/2010/08/areas-protegidas-amazonia.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-3308" src="http://www.biosferatv.com.br/wp-content/uploads/2010/08/areas-protegidas-amazonia-300x242.jpg" alt="" width="300" height="242" /></a></p>
<p>O Estado de Rondônia, o mais desmatado da Amazônia, é o campeão: reduziu duas unidades de conservação estaduais e extinguiu dez, além de ter negociado com o governo a redução da Floresta Nacional Bom Futuro, unidade federal.</p>
<p>&#8220;Como eles perderam um terço da cobertura florestal, o que sobrou são áreas protegidas&#8221;, diz Araújo. &#8220;A indústria madeireira lá ainda é forte. As unidades de conservação sofrem muita pressão.&#8221;</p>
<p>O instrumento usado pelo governo do Estado para acabar com as áreas protegidas foi próprio zoneamento ecológico-econômico do Estado, lei que disciplina a ocupação das terras. As unidades de conservação nas zonas de intensificação da produção foram consideradas extintas.</p>
<p>Outro caso foi o do Parque Estadual do Xingu, em Mato Grosso. Ele foi reduzido com o apoio da população de Vitória do Xingu para dar lugar a um empreendimento agropecuário, que não veio.</p>
<p>&#8220;E a cidade ainda perdeu o repasse do Arpa (programa federal que dá dinheiro a regiões com unidades de conservação)&#8221;, diz Araújo.</p>
<p><em>Fonte: Folha de S. Paulo<br />
Imagem: Imazon</em></p>
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