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	<title>BIOSFERA TV &#187; Notícias</title>
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	<description>Programa BIOSFERA TV: Ações e atitudes sustentáveis para o seu dia a dia</description>
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		<title>Energia solar turbinada por vírus</title>
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		<pubDate>Wed, 27 Apr 2011 13:30:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Corvini Filho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um grupo de pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos, descobriu uma forma inusitada de melhorar a eficiência na conversão de energia solar em elétrica: por meio do uso de vírus.
O estudo, publicado na revista Nature Nanotechnology, emprega também nanotubos de carbono para aumentar a eficiência no agrupamento de elétrons na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um grupo de pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos, descobriu uma forma inusitada de melhorar a eficiência na conversão de energia solar em elétrica: por meio do uso de vírus.</p>
<p>O estudo, publicado na revista <em>Nature Nanotechnology</em>, emprega também nanotubos de carbono para aumentar a eficiência no agrupamento de elétrons na superfície da célula solar para a produção de corrente elétrica.</p>
<div id="attachment_4703" class="wp-caption aligncenter" style="width: 490px"><a href="http://www.biosferatv.com.br/wp-content/uploads/2011/04/virus_energiasolar.jpg"><img src="http://www.biosferatv.com.br/wp-content/uploads/2011/04/virus_energiasolar.jpg" alt="" title="virus_energiasolar" width="480" height="280" class="size-full wp-image-4703" /></a><p class="wp-caption-text">Vírus M13 facilitaria ligações peptídicas, mantendo separadas as minúsculas estruturas de carbono e aumentando a eficiência em até 10%</p></div>
<p>Essa propriedade dos nanotubos era conhecida, mas seu uso em tal aplicação era prejudicado por dois problemas. Em primeiro lugar, sua fabricação produz geralmente uma mistura de dois tipos: semicondutor e metálico. Outro problema é que os nanotubos tendem a se aglutinar, o que reduz sua eficiência.</p>
<p>A nova pesquisa mostrou que os efeitos dos dois tipos de nanotubos são diferentes e que os semicondutores podem melhorar o rendimento das células solares, enquanto os metálicos têm o efeito oposto.</p>
<p>Para resolver o problema do aglutinamento dos nanotubos, entram em cena os vírus. Xiangnan Dang e colegas observaram que uma versão modificada geneticamente de um vírus conhecido como M13, que geralmente infecta bactérias, pode ser usada para controlar o arranjo de nanotubos em uma superfície, mantendo-os separados e isolados de modo que eles não grudem uns nos outros nem causem curtos-circuitos.</p>
<p><strong>Aumento de eficiência</strong><br />
Nos testes, a estrutura com vírus aumentou de 8% para 10,6% a eficiência da conversão energética. Os cientistas do MIT usaram um tipo de célula solar de baixo custo na qual a camada ativa é composta de dióxido de titânio, mas afirmam que a técnica pode ser aplicada em células convencionais de silício.</p>
<p>O conjunto de nanotubos e vírus representa um peso ínfimo, de aproximadamente 0,1% da célula solar.</p>
<p>Os vírus realizam duas funções diferentes no sistema. Primeiramente, eles fazem com que pequenas proteínas (peptídeos) se unam fortemente aos nanotubos, mantendo separadas as minúsculas estruturas de carbono. Cada vírus é capaz de segurar até dez tubos, cada um mantido por 300 peptídeos.</p>
<p>Além disso, os vírus foram induzidos geneticamente para produzir um filme de dióxido de titânio – ingrediente fundamental para as células solares utilizadas – sobre cada um dos nanotubos, aproximando o dióxido de titânio dos nanotubos que transportam os elétrons.</p>
<p>As duas funções foram realizadas alternadamente, por meio da mudança da acidez do meio no qual os vírus se encontram. Segundo os autores do estudo, essa troca de função também foi demonstrada pela primeira vez.</p>
<p><em>Fonte: Agência FAPESP<br />
Imagem: reprodução MIT</em></p>
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		<title>Cana ajuda a resfriar clima local</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Apr 2011 14:09:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Corvini Filho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
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		<description><![CDATA[Uma pesquisa feita por cientistas do Departamento de Ecologia Global da Carnegie Institution, nos Estados Unidos, concluiu que a cana-de-açúcar ajuda a esfriar o clima local.
O estudo, publicado na revista Nature Climate Change, aponta que o esfriamento do clima local se deve à queda da temperatura no ar em torno das plantas à medida que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma pesquisa feita por cientistas do Departamento de Ecologia Global da Carnegie Institution, nos Estados Unidos, concluiu que a cana-de-açúcar ajuda a esfriar o clima local.</p>
<p>O estudo, publicado na revista <em>Nature Climate Change</em>, aponta que o esfriamento do clima local se deve à queda da temperatura no ar em torno das plantas à medida que essas liberam água e à reflexão da luz solar de volta ao espaço.</p>
<p>O trabalho procurou quantificar os efeitos diretos no clima da expansão da cana-de-açúcar em áreas de outras culturas ou de pecuária no Cerrado brasileiro. Foram utilizadas centenas de imagens feitas por satélites que cobriram uma área de quase 2 milhões de metros quadrados. Os cientistas mediram temperatura, refletividade e evapotranspiração, a perda de água do solo por evaporação e a perda de água da planta por transpiração.</p>
<div id="attachment_4676" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://www.biosferatv.com.br/wp-content/uploads/2011/04/cana_resfriamento3_480.jpg"><img src="http://www.biosferatv.com.br/wp-content/uploads/2011/04/cana_resfriamento3_480.jpg" alt="" title="cana_resfriamento3_480" width="500" height="694" class="size-full wp-image-4676" /></a><p class="wp-caption-text">Cientistas mediram temperatura, refletividade e evapotranspiração, a perda de água do solo por evaporação e a perda de água da planta por transpiração</p></div>
<p>“Verificamos que a mudança da vegetação natural para plantações e pastos resulta no aquecimento local porque as novas culturas liberam menos água. Mas a cana-de-açúcar é mais refletiva e também libera mais água, de forma parecida com a da vegetação natural”, disse Scott Loarie, coordenador do estudo.</p>
<p>“Trata-se de um benefício duplo para o clima: usar cana-de-açúcar para mover veículos reduz as emissões de carbono, enquanto o cultivo da planta faz cair a temperatura local”, destacou.</p>
<p>Os cientistas calcularam que a conversão da vegetação natural do Cerrado para a implantação de culturas agrícolas ou de pecuária resultou em aquecimento médio de 1,55º C. A troca subsequente para a cana-de-açúcar levou a uma queda na temperatura do ar local de 0,93º, resultando no aumento líquido de 0,6º C.</p>
<div id="attachment_4675" class="wp-caption aligncenter" style="width: 490px"><a href="http://www.biosferatv.com.br/wp-content/uploads/2011/04/cana_resfriamento2_480.jpg"><img src="http://www.biosferatv.com.br/wp-content/uploads/2011/04/cana_resfriamento2_480.jpg" alt="" title="cana_resfriamento2_480" width="480" height="280" class="size-full wp-image-4675" /></a><p class="wp-caption-text">Autores do estudo enfatizam que os efeitos benéficos são relacionados ao plantio de cana em áreas anteriormente ocupadas por outras culturas agrícolas ou por pastos</p></div>
<p>Os autores do estudo enfatizam que os efeitos benéficos são relacionados ao plantio de cana em áreas anteriormente ocupadas por outras culturas agrícolas ou por pastos, e não em áreas convertidas da vegetação natural.</p>
<p>Em resumo, a cana tem vantagens nesse ponto em relação a outras culturas ou pasto, mas o melhor é manter o Cerrado, uma vez que a substituição desse bioma pela cana ou outra cultura leva ao aumento regional de temperatura.</p>
<p><em>Fonte: Agência Fapesp<br />
Imagem: Reprodução site</em></p>
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		<title>Para os nossos Einsteins mirins</title>
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		<pubDate>Wed, 13 Apr 2011 12:59:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Corvini Filho</dc:creator>
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		<category><![CDATA[ciência]]></category>
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		<description><![CDATA[Crianças de todo o país contam com um novo recurso para aprender mais sobre o universo da pesquisa. Trata-se do site infanto-juvenil Contando Ciência na Web, lançado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
O site reúne algumas das principais tecnologias de cada centro de pesquisa da Embrapa. Esses centros são apresentados em formatos variados, como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Crianças de todo o país contam com um novo recurso para aprender mais sobre o universo da pesquisa. Trata-se do site infanto-juvenil Contando Ciência na Web, lançado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).</p>
<p>O site reúne algumas das principais tecnologias de cada centro de pesquisa da Embrapa. Esses centros são apresentados em formatos variados, como jogos e livros virtuais, com linguagem adaptada ao público infantil.</p>
<p><a href="http://www.biosferatv.com.br/wp-content/uploads/2011/04/site_embrapinha.jpg"><img src="http://www.biosferatv.com.br/wp-content/uploads/2011/04/site_embrapinha.jpg" alt="" title="site_embrapinha" width="480" height="280" class="aligncenter size-full wp-image-4629" /></a></p>
<p>Equipes multidisciplinares de profissionais estiveram envolvidas no projeto durante cerca de dois anos. Para isso, foram testadas as formas mais adequadas de organização das informações para melhor entendimento pelo público-alvo desejado, a criançada. Os testes contaram também com o acompanhamento de uma comissão de especialistas e de pesquisadores do Ministério da Ciência e Tecnologia, da Universidade de Brasília (UnB) e da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).</p>
<p>Com muita interatividade, cada item do menu é gerido por uma unidade da instituição de pesquisa. Nas sessões “Você sabia?”, “Conheça a Embrapa”, “Brinque com Ciência”, “Biblioteca” e o “Glossário” é possível aprender um pouco mais sobre o universo científico e o mundo da pesquisa. Já no “Bloguinho”, as crianças podem trocar ideias com pesquisadores sobre diversos temas.</p>
<p>Confira o site por este <a href="http://ccw.sct.embrapa.br/?pg=principal">link</a>.</p>
<p><em>Fonte: Agência Fapesp<br />
Imagem: reprodução</em></p>
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		<title>Um mundo com energia limpa em 2050</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Feb 2011 18:44:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Corvini Filho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Após dois anos de elaboração, o Relatório de Energia, lançado globalmente pela WWF, revela novas perspectivas sobre as necessidades globais de energia e transporte e na disponibilização de energia adequada e segura para todos.
O documento sugere que  a redução de emissões de carbono em cerca de 80% até 2050, mantendo o aquecimento do planeta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Após dois anos de elaboração, o Relatório de Energia, lançado globalmente pela WWF, revela novas perspectivas sobre as necessidades globais de energia e transporte e na disponibilização de energia adequada e segura para todos.</p>
<p>O documento sugere que  a redução de emissões de carbono em cerca de 80% até 2050, mantendo o aquecimento do planeta abaixo dos 2ºC, será possível.</p>
<p><a href="http://www.biosferatv.com.br/wp-content/uploads/2011/02/energy_rep_480.jpg"><img src="http://www.biosferatv.com.br/wp-content/uploads/2011/02/energy_rep_480.jpg" alt="" title="energy_rep_480" width="480" height="280" class="aligncenter size-full wp-image-4593" /></a></p>
<p>“Se continuarmos a depender de combustíveis fósseis, vamos enfrentar um futuro de incertezas crescentes sobre custos, segurança e mudanças climáticas”, declarou Jim Leape, diretor geral do WWF. “Estamos oferecendo um cenário alternativo – muito mais promissor e inteiramente viável”.</p>
<p>“O relatório demonstra que o planeta pode, sim, ter economias vivas e energia limpa, barata e renovável, nos próximos quarenta anos”, disse Denise Hamú, secretária geral do WWF-Brasil.</p>
<p><a href="http://www.biosferatv.com.br/wp-content/uploads/2011/02/sunset_480.jpg"><img src="http://www.biosferatv.com.br/wp-content/uploads/2011/02/sunset_480.jpg" alt="" title="sunset_480" width="480" height="280" class="aligncenter size-full wp-image-4592" /></a></p>
<p><strong>Futuro otimista</strong><br />
Dividido em duas partes, o relatório contém análise e cenário detalhados, apresentados pela Ecofys e uma avaliação do WWF.  O documento demonstra que, até 2050, as necessidades de eletricidade, transporte, energia industrial e doméstica, poderiam ser supridas com uso apenas residual e localizado de combustíveis fósseis e nucleares, reduzindo drasticamente as incertezas quando à segurança energética, poluição e às catastróficas mudanças climáticas.</p>
<p>Eficiência energética em edificações, veículos e indústria seria um ingrediente chave, ao lado de uma geração de energia elétrica de forma renovável e fornecida por meio de smart grids (redes inteligentes), para fazer frente ao aumento da demanda mundial por eletricidade.</p>
<p>De acordo com a visão desenhada pela consultoria, em 2050, a demanda total de energia será 15% menor do que em 2005, a despeito do crescimento da população, da indústria, das necessidades de transporte, e a energia estará sendo fornecida àqueles que hoje não se beneficiam dela.  O mundo não mais dependerá de carvão ou fontes nucleares, enquanto regras e cooperação internacionais limitarão o dano ambiental potencial representado pela produção de biocombustíveis e hidrelétricas.</p>
<p>“Neste relatório, não estamos deliberadamente assumindo metas extravagantes sobre os benefícios das tecnologias que ainda virão, disse o diretor da Ecofys, Kees van der Leun. “Trata-se de uma estimativa moderada sobre a energia renovável da qual poderemos desfrutar em 2050. A Ecofys entende que as soluções para o desafio energético global estão ao alcance das nossas mãos. Existem inúmeros sistemas que usam energia de forma mais eficiente, o que nos permite administrar as atuais fontes de energia mais cuidadosamente. Além do mais, entendemos as oportunidades de uso de uma enorme quantidade de energia sustentável que nos cerca”. </p>
<p><strong>4 trilhões de euros a menos</strong><br />
O fornecimento de energia confiável, barata e limpa na escala necessária demandará um esforço mundial, similar à resposta do mundo à crise financeira global. Mas os benefícios seriam muito maiores no longo prazo, e a economia realizada com custos mais baixos em energia irá equilibrar o total de novos investimentos em energia renovável e eficiência energética até 2040.  E mais: a economia de recursos financeiros em relação à maneira tradicional de produzir energia será de cerca de quatro trilhões de euros até 2050.</p>
<p>Outros benefícios virão da prevenção de conflitos relacionados à segurança energética, desastres ambientais e à escassez de recursos decorrentes da redução da disponibilidade de combustíveis fósseis e dos desafios ambientais e políticos.</p>
<p>O cenário do Relatório da Energia permitiria assistirmos a uma redução de mais de 80% nas emissões de carbono até 2050, elevando o grau de confiança de que o aquecimento global seria mantido abaixo dos 2ºC. “Viveremos de forma diferente, mas viveremos bem”, disse Jim Leape. “Temos que fornecer energia a todos sem colocar em risco nosso planeta e, isto, nosso relatório mostra que é possível”.</p>
<p><strong>Brasil na frente</strong><br />
O fato de o Brasil produzir eletricidade a partir de hidrelétricas dá ao país certa vantagem competitiva rumo à concretização da visão da consultoria <em>Ecofys</em>. “Entretanto, não podemos nos acomodar, porque estamos sujando nossa matriz energética e claramente temos oportunidades de diversificação de nossas fontes, com mais investimentos eficiência energética e em energias renováveis modernas, como a eólica, solar e solar-térmica”, avaliou Carlos Rittl, coordenador do programa de Mudanças Climáticas e Energia do WWF-Brasil.</p>
<p>Rittl destaca ainda que a demanda mundial por bioenergia irá crescer muito. Como os biocombustíveis serão uma parte cada vez mais importante na matriz energética mundial, cabe ao Brasil fazer sua expansão neste setor, seguindo critérios rigorosos de sustentabilidade, sem pressão sobre os ecossistemas naturais.</p>
<p> “Além disso, o Brasil precisa ser muito responsável sobre o uso e investimentos para extração do petróleo da camada pré-sal. Os custos das energias renováveis modernas estão em queda, enquanto que os do petróleo estão em ascensão. O mundo está cada vez atento a cada tonelada de gases de efeito estufa jogada na atmosfera e seus impactos no aquecimento global”, disse Carlos Rittl.</p>
<p>Confira o relatório (em inglês) neste <a href="http://wwf.panda.org/what_we_do/footprint/climate_carbon_energy/energy_solutions/renewable_energy/sustainable_energy_report/choices/">link</a>.</p>
<p><em>Fonte: WWF<br />
Imagem: </em></p>
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		<title>Novas áreas de conservação em SP</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Dec 2010 14:28:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Corvini Filho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Estado de São Paulo terá mais áreas de preservação ambiental. O Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema) aprovou por unanimidade, no dia 21, a criação de duas novas Unidades de Conservação (UCs), em Marília e Avaré, e de uma Floresta Estadual, em Campinas.
As novas unidades estão localizadas onde antes havia estações experimentais ligadas ao [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Estado de São Paulo terá mais áreas de preservação ambiental. O Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema) aprovou por unanimidade, no dia 21, a criação de duas novas Unidades de Conservação (UCs), em Marília e Avaré, e de uma Floresta Estadual, em Campinas.</p>
<p>As novas unidades estão localizadas onde antes havia estações experimentais ligadas ao Instituto Florestal. A Estação Ecológica de Marília permitirá aumentar a proteção ambiental na região. O nível de preservação atual do território é de cerca de 6,5%, índice inferior à média do estado (17,5%).</p>
<p>O local fica ao norte do município e detém animais e plantas ameaçados de extinção. De acordo com a Secretaria do Meio Ambiente, a medida também pode estimular a pesquisa ambiental em Marília já que há forte presença de universidades na região.</p>
<p>A outra unidade de conservação é a Estação Ecológica de Avaré, em que há predominância do Cerrado paulista. Hoje, o bioma detém apenas 0,83% de sua vegetação original, o que evidencia a importância da preservação. Foram encontradas 113 espécies de aves, sendo três ameaçadas de extinção, e dez mamíferos, dois em risco.</p>
<div id="attachment_4548" class="wp-caption aligncenter" style="width: 490px"><a href="http://www.biosferatv.com.br/wp-content/uploads/2010/12/tree_480.jpg"><img src="http://www.biosferatv.com.br/wp-content/uploads/2010/12/tree_480.jpg" alt="" title="tree_480" width="480" height="280" class="size-full wp-image-4548" /></a><p class="wp-caption-text">113 espécies de aves foram encontradas na Estação Ecológica de Avaré  </p></div>
<p>A nova Floresta Estadual de Campinas está na região do Parque Jambeiro, considerado a única área verde expressiva do bairro localizado na região sul do município. Segundo a Secretaria do Meio Ambiente, Campinas detém apenas 2,6% de preservação nativa e a criação da Floresta permitirá também conter o avanço imobiliário.</p>
<p><em>Fonte: Agência FAPESP<br />
Imagem: Marcelo Terraza / site sxc.hu<br />
</em></p>
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		<title>Biocombustível mais limpo no futuro</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Dec 2010 17:03:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Corvini Filho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Atualmente, o processo de produção do etanol resulta em uma série de resíduos tóxicos que causam um grande impacto ecológico se uma vez descartados inadequadamente. Mas, por meio de novas tecnologias geradas em áreas como a biotecnologia e genômica, será possível eliminar ou transformar, nas próprias usinas de etanol, os poluentes emitidos.
A estimativa é de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Atualmente, o processo de produção do etanol resulta em uma série de resíduos tóxicos que causam um grande impacto ecológico se uma vez descartados inadequadamente. Mas, por meio de novas tecnologias geradas em áreas como a biotecnologia e genômica, será possível eliminar ou transformar, nas próprias usinas de etanol, os poluentes emitidos.</p>
<div id="attachment_4522" class="wp-caption aligncenter" style="width: 490px"><a href="http://www.biosferatv.com.br/wp-content/uploads/2010/12/biocombustivel_01_480.jpg"><img src="http://www.biosferatv.com.br/wp-content/uploads/2010/12/biocombustivel_01_480.jpg" alt="" title="biocombustivel_01_480" width="480" height="280" class="size-full wp-image-4522" /></a><p class="wp-caption-text">Biocatalisadores podem reduzir a poluição causada pela produção de biocombustíveis</p></div>
<p>A estimativa é de Bram Brouwer, professor associado da Universidade Livre de Amsterdã e cientista-chefe da Bio-base <em>Ecologically Balanced Sustainable Industrial Chemistry</em> (Química Industrial Sustentável Ecologicamente balanceada &#8211; Be-Basic, na sigla em inglês).</p>
<p>“Estamos aprendendo como as indústrias de biocombustíveis, de química fina e de novos materiais podem diminuir a geração de poluentes ou convertê-los em novos produtos. Mas são tecnologias que levarão pelo menos de cinco a dez anos para serem desenvolvidas”, disse.</p>
<p>O Be-Basic é um consórcio público-privado formado pelas principais universidades, instituições de pesquisa e indústrias holandesas e voltado para o desenvolvimento de novas tecnologias para produção de bioquímicos, biomaterias e biocombustíveis.</p>
<p>Uma das tecnologias que estão sendo estudadas é o desenvolvimento de biocatalisadores (aceleradores de reação biológicos), como microrganismos e enzimas.</p>
<p>O consórcio tem um programa totalmente voltado para a identificação de enzimas como a dealogenase, com potencial de eliminar poluentes recaciltrantes orgânicos – compostos que não são degradáveis ou levam muito tempo para serem degradados – no solo.</p>
<p>“Potencializando essas enzimas, será possível utilizá-las para eliminar tais poluentes do solo e melhorar processos como o de biorremediação”, afirmou Brouwer, referindo-se ao processo em que são utilizados microrganismos ou suas enzimas para degradar compostos poluentes e recuperar áreas contaminadas.</p>
<p>Outra linha de pesquisa do consórcio é o monitoramento dos impactos ambientais das substâncias químicas utilizadas por indústrias em seus processos industriais.</p>
<p><strong>Programa educacional</strong><br />
Para gerar e difundir as novas tecnologias geradas pela biotecnologia e a genômica e que podem ter aplicações no setor de biocombustíveis, de química fina e novos materiais, o Be-Basic instituiu um programa educacional, composto por cursos voltados para estudantes de graduação ao pós-doutorado e publicações para alunos do ensino médio.</p>
<p>“Pretendemos capacitar os cientistas a utilizar novas tecnologias e estimular estudantes de ensino médio a optar por carreiras relacionadas à biologia”, disse Janneke van Setters, coordenadora do programa.</p>
<p>Durante a visita ao Brasil, os representantes do consórcio assinaram um memorando de entendimento com a FAPESP para o lançamento de futuras chamadas de propostas de projetos colaborativos de pesquisa entre pesquisadores de instituições públicas ou privadas no Estado de São Paulo e cientistas associados ao Be-Basic.</p>
<p>Os projetos de pesquisa devem colaborar para desenvolver competências científicas e tecnológicas, promover alianças estratégicas para o desenvolvimento científico e tecnológico, estimular a disseminação do conhecimento e gerar resultados que tenham potencial para aplicações com valor de mercado nas áreas de interesse da FAPESP e do Be-Basic. Saiba mais <a href="www.fapesp.br/acordos/bebasic ">aqui</a>.</p>
<p><em>Fonte: Agência FAPESP<br />
Imagem: Thomas Mavrofides/ Palo Perez / site sxc.hu</em></p>
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		<title>EUA vigiarão mudanças ecológicas</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Nov 2010 18:43:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Corvini Filho</dc:creator>
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		<category><![CDATA[biodiversidade]]></category>
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		<description><![CDATA[Os Estados Unidos devem iniciar em 2011 a montagem de uma das maiores redes de observatórios ecológicos do mundo. Trata-se da National Ecological Observatory Network (Neon &#8211; Rede Nacional de Observação Ecológica), que tem como objetivo reunir dados de experimentos e de observações ecológicas e climáticas feitas em todo o país.
Será a primeira rede do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os Estados Unidos devem iniciar em 2011 a montagem de uma das maiores redes de observatórios ecológicos do mundo. Trata-se da <em>National Ecological Observatory Network</em> (Neon &#8211; Rede Nacional de Observação Ecológica), que tem como objetivo reunir dados de experimentos e de observações ecológicas e climáticas feitas em todo o país.</p>
<p>Será a primeira rede do tipo projetada especialmente para identificar e prever mudanças ecológicas em uma escala de décadas. Com custo estimado de US$ 433 milhões (quase 750 milhões de reais), financiados pela <em>National Science Foundation</em> (NSF), a rede terá participação de diversas outras agências e instituições e está em fase final de planejamento.</p>
<div id="attachment_4424" class="wp-caption aligncenter" style="width: 490px"><a href="http://www.biosferatv.com.br/wp-content/uploads/2010/11/neon_480.jpg"><img class="size-full wp-image-4424" title="neon_480" src="http://www.biosferatv.com.br/wp-content/uploads/2010/11/neon_480.jpg" alt="" width="480" height="280" /></a><p class="wp-caption-text">A Neon será a primeira rede do tipo projetada especialmente para identificar e prever mudanças ecológicas</p></div>
<p>“O presidente Barack Obama solicitou a inclusão da Neon no orçamento do país para 2011 e a NSF já autorizou a concessão da verba para o projeto. Só estamos esperando ela ser aprovada no Congresso para iniciar a construção, que deve levar zcinco anos”, disse Michael Keller, ex-cientista-chefe da rede.</p>
<p><em>Confira o vídeo de apresentação da NEON abaixo (em inglês)</em><br />
<object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="500" height="306" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/7silgM1uOAs?fs=1&amp;hl=en_US&amp;rel=0&amp;color1=0x234900&amp;color2=0x4e9e00" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="306" src="http://www.youtube.com/v/7silgM1uOAs?fs=1&amp;hl=en_US&amp;rel=0&amp;color1=0x234900&amp;color2=0x4e9e00" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>“A ideia do projeto é reunir informações que costumam estar muito dispersas e ter extensão espacial limitada, disponibilizando-as o mais rapidamente possível e da melhor forma aos pesquisadores para que eles possam testar seus modelos”, disse o cientista que foi pesquisador visitante na Universidade de São Paulo e integrou o Programa da Grande Esfera-Atmosfera da Amazônia (LBA).</p>
<p>As informações integradas pelo sistema de monitoramento serão disponibilizadas em um site na internet no qual poderão ser acessadas gratuitamente por cientistas de qualquer país.</p>
<p>“Os dados de longo prazo e em escala continental, coletados e fornecidos pela Neon, possibilitarão compreender melhor e fazer previsões em grande escala dos impactos das mudanças climáticas, do uso do solo e da ação de espécies invasivas na biodiversidade”, apontou.</p>
<p><strong>Domínios Ecoclimáticos</strong><br />
Keller explicou que, para realizar a coleta de dados que abastecerão a Neon, o território dos Estados Unidos foi dividido por meio de uma técnica multigeográfica em 20 partes, batizadas de “domínios ecoclimáticos”.</p>
<p>Nesses locais, que representam diferentes tipos de vegetação, geografia, clima e ecossistemas, serão coletadas informações referentes a mais de 500 variáveis definidas pelos cientistas da rede, entre as quais temperatura, pluviometria e diversidade de organismos.</p>
<p>“Em função das restrições orçamentárias do projeto, teremos que medir um grande número de variáveis em poucos lugares. A rede Neon não é um programa de monitoramento tradicional que tem diversas instâncias espaciais”, disse.</p>
<p><strong>Dados abertos</strong><br />
A coleta de dados representará o maior trabalho a ser feito pela rede de observatórios ecológicos. Reunidos, eles formarão um conjunto de 130 mil amostras, entre organismos individuais, partes deles ou tecidos.</p>
<p>As informações serão coletadas por meio de 20 estações de observação fixas e 40 realocáveis, distribuídas pelos 20 domínios ecoclimáticos do país.</p>
<p>Compostas por torres com instrumentos de observação como sensores remotos, as estações fixas permitirão realizar observações sobre os impactos das mudanças climáticas nos ecossistemas. Já as realocáveis, que mudarão de posição em períodos de cinco a dez anos, serão focadas na observação de alterações promovidas na biodiversidade pelo uso da terra e por espécies invasivas.</p>
<p>Para complementar as observações realizadas pelas 60 estações de observação terrestres, também serão utilizadas três plataformas de observação aérea. Os dispositivos medirão propriedades bioquímicas e biofísicas e o tipo de cobertura de vegetação, entre outras características, por meio de instrumentos como espectrômetro de massa.</p>
<p>“Instalaremos três conjuntos desses instrumentos em aeronaves, que realizarão medições nas estações de observação da Neon e em seu redor, em um raio de até 200 ou 300 quilômetros”, disse Keller.</p>
<p>Os dados coletados pelas estações de observação serão analisados em campo ou em um dos dez laboratórios móveis que também integrarão a infraestrutura da Neon.</p>
<p>“Todos os dados serão abertos e fornecidos gratuitamente a cientistas de qualquer região do mundo. Queremos que as informações geradas pela Neon sejam utilizadas e analisadas pelo maior número de pesquisadores para que as previsões ecológicas possam ser as mais exatas possíveis”, afirmou.</p>
<p><strong>Saiba mais</strong><br />
Veja o relatório de sustentabilidade da Neon (em inglês) <a href="http://www.neoninc.org/sites/default/files/2009%20NEON%20Sustainability%20Report.pdf" target="_blank">neste link</a>. E o site da rede pode ser visitado <a href="http://www.neoninc.org/" target="_blank">aqui</a>.</p>
<p><em>Fonte: Agência Fapesp<br />
Imagem: Reprodução</em></p>
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		<title>Fotossíntesse para garantia energética</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Nov 2010 12:46:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Corvini Filho</dc:creator>
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		<category><![CDATA[James Barber]]></category>

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		<description><![CDATA[A melhor solução para os problemas globais de produção de energia já foi desenvolvida, é muito eficiente e vem sendo utilizada há mais de 2 bilhões de anos: a fotossíntese.
A afirmação foi feita por James Barber, professor do Imperial College London, Reino Unido. Além de ser considerado um dos principais pesquisadores no mundo no tema [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A melhor solução para os problemas globais de produção de energia já foi desenvolvida, é muito eficiente e vem sendo utilizada há mais de 2 bilhões de anos: a fotossíntese.</p>
<p>A afirmação foi feita por James Barber, professor do Imperial College London, Reino Unido. Além de ser considerado um dos principais pesquisadores no mundo no tema da fotossíntese, Barber é membro da <em>Royal Society of Chemistry</em> e publicou 15 livros e mais de 500 artigos científicos sobre o assunto.</p>
<p>“Imitar a natureza e desenvolver catalisadores capazes de mimetizar a fotossíntese – propiciando uma fonte de energia limpa e praticamente ilimitada – não é um sonho. É uma possibilidade real, contanto que seja feito um esforço internacional multidisciplinar que reúna os cientistas mais talentosos do planeta”, disse.</p>
<div id="attachment_4420" class="wp-caption aligncenter" style="width: 490px"><a href="http://www.biosferatv.com.br/wp-content/uploads/2010/11/folha_480.jpg"><img src="http://www.biosferatv.com.br/wp-content/uploads/2010/11/folha_480.jpg" alt="" title="folha_480" width="480" height="280" class="size-full wp-image-4420" /></a><p class="wp-caption-text">Folha artificial seria bem diferente das folhas da natureza, disse o especialista</p></div>
<p>Segundo ele, uma tecnologia capaz de usar a luz do Sol com eficiência semelhante à observada nas plantas seria a solução definitiva para a questão energética. “A quantidade de radiação solar que se precipita no planeta Terra é gigantesca”, afirmou.</p>
<p><strong>Uma hora de sol = energia para o ano todo</strong><br />
“Uma hora de luz solar equivale à totalidade da energia que utilizamos em um ano em todo o mundo. É a maior quantidade de energia disponível. Não há nada que se aproxime disso. É também uma energia que incide sobre praticamente todo o globo. É, portanto, igualmente distribuída. Aprender a usar essa energia seria um salto sem precedentes na história da humanidade”, destacou.</p>
<p>Segundo Barber, a população da Terra consome, a cada ano, 14 terawatts de energia, sendo que a maior parte é proveniente de combustíveis fósseis como petróleo (4,5 terawatts), gás (2,7 terawatts) e carvão (2,9 terawatts).</p>
<p>“Como sabemos, isso é insustentável. Estamos queimando combustíveis fósseis desde a Revolução Industrial e chegamos a emitir carbono em uma concentração de 360 partes por milhão (ppm). À medida que a população global aumenta de modo exponencial, essa emissão piora. Sabemos que se chegarmos a 550 ppm, haverá mudanças dramáticas no clima do planeta”, afirmou.</p>
<p>Desenvolver uma “folha artificial” seria, segundo ele, a melhor solução a longo prazo. A tecnologia para capturar a energia solar e transformá-la em eletricidade já é bem conhecida: a energia fotovoltaica. Mas, embora seja importante, a energia fotovoltaica não resolve o problema energético.</p>
<p>“A energia fotovoltaica é cara para competir com os baratos combustíveis fósseis. Em segundo lugar, não é suficiente apenas a produção de eletricidade. Precisamos de combustíveis para carros e aviões. O ideal é que tenhamos combustíveis líquidos de alta densidade, como é o caso do petróleo, do gás ou até mesmo dos biocombustíveis”, afirmou.</p>
<p><strong>Folha artificial</strong><br />
A folha artificial, segundo Barber, é uma tecnologia que absorveria energia solar, armazenando-a em bombas químicas e produzindo combustível. “Talvez produza metanol, ou metano. Mas o importante é que teremos um combustível de alta densidade, como o petróleo, que tem uma quantidade incrível de energia armazenada em um pequeno barril”, disse.</p>
<p>“É muito difícil armazenar grandes quantidades de energia em baterias. Ainda não temos a tecnologia para isso. Talvez um dia tenhamos, mas, no momento, acreditamos que armazenar energia em bombas químicas, como a fotossíntese faz, é o ideal”, apontou.</p>
<p>Com o armazenamento em bombas químicas, a energia solar poderia ser guardada, transportada e distribuída. “Esse armazenamento se daria de uma forma mais complexa que a da energia fotovoltaica. O armazenamento é o verdadeiro desafio que temos pela frente para chegar à folha artificial”, afirmou.</p>
<p>A solução desse desafio, no entanto, pode não estar tão distante quanto parece. Para Barber, a vantagem é que a química envolvida com a fotossíntese já foi desenvolvida, testada e aprovada pela natureza.</p>
<p><strong>Ruim para nós, mas não para as plantas</strong><br />
“Conforme queimamos combustíveis fósseis, jogamos dióxido de carbono na atmosfera e isso é ruim para nós. Mas não e ruim para as plantas. Elas gostam de dióxido de carbono. Tanto que usamos o enriquecimento por CO2 em estufas. Então, trata-se de uma química que já existe. As plantas capturam o dióxido de carbono e o convertem novamente em combustível, em moléculas orgânicas”, disse.</p>
<p>A folha artificial, segundo Barber, usará energia da luz para tirar oxigênio da água. Em seguida, o oxigênio servirá para converter o dióxido de carbono novamente em um composto rico em carbono. “Mas, para conseguir isso, teremos que desenvolver a catálise química. É preciso ter uma concepção robusta, usando materiais baratos e funcionando de maneira eficiente, que permita competir com os combustíveis fósseis”, afirmou.</p>
<p><strong>Única alternativa</strong><br />
O pesquisador britânico comparou o desafio do desenvolvimento da folha artificial ao desafio da aviação. “Leonardo da Vinci observou pássaros voando e sabia que o voo era fisicamente possível”, disse.</p>
<p>“Ele tentou desenhar máquinas voadoras. Se olharmos os rascunhos, veremos que ele tentou, sem sucesso, mimetizar o voo de uma ave. No fim, conseguimos voar. Era possível. Há milhões de pessoas voando todos os anos em veículos construídos pelo homem, mas de uma maneira que Da Vinci jamais poderia imaginar”, disse.</p>
<p>Assim como os aviões voam de maneira completamente diferente das aves – embora elas tenham sido a primeira inspiração para os inventores –, as folhas artificiais provavelmente não terão semelhança com as folhas das árvores.</p>
<p>“Não é preciso que se pareça com uma folha. Será uma tecnologia muito diferente da fotossíntese feita por elas. A forma como alcançaremos essa tecnologia poderá ser muito diferente da maneira encontrada pela natureza”, apontou.</p>
<p>Para o cientista do Imperial College London, a folha artificial não foi desenvolvida até agora porque só recentemente se acelerou o avanço do conhecimento a respeito da fotossíntese. Os cientistas não sabiam, por exemplo, como ocorria a quebra da água no processo.</p>
<p>“Hoje existe muito mais informação sobre os processos naturais. Os químicos estão trabalhando na construção de catalisadores artificiais e estão muito mais confiantes para começar a sintetizar”, disse.</p>
<p>“Estamos no caminho do desenvolvimento dessa catálise. Mas, até agora, não tínhamos muitos trabalhos feitos sobre o tema, em nível global. Outro fator limitante é que os combustíveis fósseis dominam. E não houve ênfase em tentar desenvolver outras tecnologias inovadoras para o futuro. O motivo é simples: os combustíveis fósseis são baratos”, afirmou.</p>
<p>Segundo o cientista, a folha artificial é provavelmente mais viável, como solução global, do que as tecnologias limpas com uso de fusão nuclear. “Isso é algo difícil demais para se fazer. Não dá para comparar com a viabilidade da folha artificial, cuja tecnologia já existe”, ressaltou.</p>
<p>“Posso produzir uma amanhã mesmo, usando um aparelho de produção de energia fotovoltaica, combinado com eletrodos de platina, alimentando o equipamento com energia solar, fazendo oxigênio e hidrogênio. Não é um sonho. É uma questão de otimização e de barateamento de produção”, afirmou.</p>
<p><em>Fonte: Agência FAPESP<br />
Imagem: Site sxc.hu</em></p>
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		<title>Encontro de jornalistas debaterá a água</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Nov 2010 00:59:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Corvini Filho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Acontece nesta quarta feira (24) na cidade de Atibaia o 1o encontro de jornalistas que abordará o tema da importância da água. Entre os palestrantes, estão André Trigueiro, apresentador do Jornal das 10 e do programa Cidades e Soluções, e Rui Gonçalves, jornalista da Globo News e um ávido comunicador ambiental.
O encontro é organizado pelo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acontece nesta quarta feira (24) na cidade de Atibaia o 1o encontro de jornalistas que abordará o tema da importância da água. Entre os palestrantes, estão <a href="http://www.biosferatv.com.br/videos/biosfera-entrevista-andre-trigueiro/" target="_blank">André Trigueiro</a>, apresentador do Jornal das 10 e do programa Cidades e Soluções, e Rui Gonçalves, jornalista da Globo News e um ávido comunicador ambiental.</p>
<p>O encontro é organizado pelo <a href="http://www.biosferatv.com.br/videos/consorcio-pcj/" target="_blank">Consórcio PCJ</a>. O BIOSFERA TV já falou sobre a ONG em uma matéria sobre a água.</p>
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		<title>Workshop sobre estudos em sustentabilidade</title>
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		<pubDate>Sat, 20 Nov 2010 02:36:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Corvini Filho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Com o objetivo de sensibilizar a comunidade científica a respeito dos chamados programas de estudos de longa duração sobre biodiversidade, o Programa Biota-FAPESP realizará, no próximo dia 23 de novembro, em São Paulo, o International Workshop on Long-term Studies on Biodiversity (Workshop Internacional de Estudos de Longa Duração em Biodiversidade).
Tendência em vários países, os estudos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Com o objetivo de sensibilizar a comunidade científica a respeito dos chamados programas de estudos de longa duração sobre biodiversidade, o Programa Biota-FAPESP realizará, no próximo dia 23 de novembro, em São Paulo, o<em> International Workshop on Long-term Studies on Biodiversity</em> (Workshop Internacional de Estudos de Longa Duração em Biodiversidade).</p>
<div id="attachment_4395" class="wp-caption aligncenter" style="width: 490px"><a href="http://www.biosferatv.com.br/wp-content/uploads/2010/11/sapo_480.jpg"><img src="http://www.biosferatv.com.br/wp-content/uploads/2010/11/sapo_480.jpg" alt="" title="sapo_480" width="480" height="280" class="size-full wp-image-4395" /></a><p class="wp-caption-text">Workshop visa mostrar vantagens de estudos de longo período da sustentabilidade</p></div>
<p>Tendência em vários países, os estudos de longa duração possibilitam entendimento – em escalas espacial e de tempo mais amplas – dos processos biológicos e humanos que determinam o padrão de distribuição e abundância de espécies.</p>
<p>Programas de pesquisa que durem mais de dois ou três anos ainda são poucos no Brasil e em São Paulo. Além disso, a falta de integração dos estudos, a sobreposição de projetos em um mesmo sítio e ausência em outros limitam o entendimento dos impactos que as mudanças ocorridas em determinado local podem provocar em outros.</p>
<p>“Fazer pesquisa de longa duração em documentação e conservação da biodiversidade implica mudanças na maneira de fazer pesquisa, por parte do pesquisador, desde a escolha do bioma a investigar até a forma de sistematizar e compartilhar dados. Já por parte das agências de fomento, é necessário criar programas em que a dimensão temporal esteja formalmente prevista e planejada”, disse Luciano Verdade, professor da Universidade de São Paulo (USP) e membro da coordenação do Biota-FAPESP.</p>
<p><strong>Temas</strong><br />
No workshop, Penelope Firth, da Divisão de Biologia Ambiental da <em>National Science Foundation</em>, dos Estados Unidos, apresentará a palestra <em>Dimensions on Biodiversity</em> (Dimensões da Biodiversidade), sobre o programa de documentação da biodiversidade financiado pela agência. O programa de longa duração sobre processos ecológicos <em>National Ecological Observatory Network</em> (NEON &#8211; Rede de Observação Ecológica Nacional), também financiado pela NSF, será o tema da palestra de Michael Keller.</p>
<p>Flávia Costa, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), falará sobre o Programa de Pesquisa em Biodiversidade (PPBio), coordenado por ela. O programa do Ministério da Ciência e Tecnologia, de abrangência nacional, aborda um grande número de sítios de estudos de biodiversidade com padronização amostral e um banco de dados aberto à sociedade.</p>
<p>O workshop será realizado no Espaço APAS (Associação Paulista de Supermercados), rua Pio XI, 1.200, Alto da Lapa.</p>
<p>Inscrições, programação e mais informações sobre o workshop <a href="www.fapesp.br/biota/evento/longterm">neste link</a>. </p>
<p><em>Fonte: Agência Fapesp<br />
Imagem: Roberto Valdes / Site SXC.hu</em></p>
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