Pelos céus da África do Sul
Blog, Destaque, Manchete — By Luis Corvini Filho on julho 18, 2010 at 13:32Precisamente às cinco horas da manhã, recebi uma ligação no celular, avisando que nosso transporte havia chegado. Eu, que já estava de pé desde às quatro, coloquei minhas três jaquetas, supostamente preparado para o frio, e desci as escadas.
Ao sair, deparei-me com um senhor com vestes antigas, típicas dos cavalheiros ingleses do século 19, com uma barba branca meticulosamente feita e um sorriso aberto. Ao me cumprimentar, associei a voz à pessoa. Era Bill Harrop, o proprietário da empresa que conduziria o passeio de balão que estava indo fazer. Uma hora de viagem depois, chegamos à Magaliesberg, a sessenta quilômetros de Johanesburgo.
Logo que coloquei os pés para fora da van, um arrepio subiu à minha espinha. Os três agasalhos, luvas, cachecol e a camiseta e calça que atuavam como segunda pele não foram suficientes para impedir que os três graus negativos dessa fria manhã de inverno me paralisassem. Tremendo, tratei logo de preparar um chocolate quente e de me aproximar de uma imensa fogueira, onde outras pessoas também se ajuntavam para o “descongelamento”. Todos esperávamos os acertos finais da equipe para que o imenso pano colorido, estendido no campo a nossa frente, finalmente começasse a tomar forma.
Meia hora depois dos fortes ventiladores preencherem parcialmente a câmara do balão, foi a vez de Bill completar o espaço com ar quente. Controlando os injetores de propano através do queimador, imensos jatos de fogo adentravam no espaço do balão. Em poucos minutos, a cesta já estava posicionada na vertical. Era hora dos passageiros tomarem seus lugares.
Faziam parte do meu grupo de viagem franceses, um casal de americanos e uma equipe de TV sul-africana. Bill ensinou a todos como entrar na cesta e como nos posicionar para a hora da aterrissagem. Em seguida, mais alguns jatos de fogo e logo estávamos flutuando sobre o solo.
As casas começavam a ficar pequeninas. Os ajudantes acenavam, dando boa viagem ao grupo. Tão logo subimos, Bill me falou que já estávamos a mais de mil metros de altura.
Uma vez no alto, a sensação era de total tranqüilidade e paz. Sentia uma leve brisa no rosto, a mesma que conduzia o imenso balão para os campos e paisagens sul-africanas. Bill avisou que estávamos voando próximos ao “Berço da Humanidade”, um local escolhido em 1999 pela UNESCO como um dos patrimônios mundiais.
“Sempre sonhei realizar uma viagem de balão, e hoje tive esse sonho realizado”, diz a estadunidense Becky Mudge, fascinada com a paisagem lá de cima. Rex, seu marido, fica contente com a alegria da mulher, e aliviado ao ver que a sensação de voo na cesta era bem diferente de um voo de avião.
Bill avisa que vamos pousar em breve, já que, devido ao dia sem ventos, voamos mais do que a hora programada pelo passeio. Após uma aterrissagem extremamente mecânica, celebramos com champagne o 1o voo de balão dos passageiros.
Quer saber mais sobre o fascinante voo de balão que nossa equipe participou? Então não perca, em breve, aqui no BIOSFERA, o vídeo desse incrível passeio no quadro DESTINO BIOSFERA especial: África do Sul.
Serviço:
Uma das opções para se alcançar os céus da África do Sul é com a operadora de Bill, a Bill Harrop “Original” Ballon Ride, que opera desde 1981.
O site deles é esse: www.ballon.co.za
O telefone: +27 11 705 3201
email: jani@balloon.co.za
E agende sua viagem com a simpática Jani Pollard!















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1 Comentário
PERCEPÇÃO AMBIENTAL DE PRODUTORES RURAIS
A Federação da Agricultura do Estado do Espírito Santo (FAES), através de seu Conselho de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (COMARH), com o apoio do Núcleo de Estudos em Percepção Ambiental / NEPA, está iniciando uma pesquisa (inéditas e em âmbito estadual) voltada ao estudo da percepção ambiental dos produtores rurais. Entre outros objetivos, a pesquisa visa assegurar à FAES informações adicionais para seu programa de conscientização ambiental do segmento dos produtores rurais. É pretensão do NEPA levar (posteriormente) esta importante pesquisa para outros Estados de modo a, progressivamente, ter o cenário da percepção ambiental nacional do segmento O NEPA acaba de concluir na Região da Grande Vitória (ES), pesquisa também inédita para a região, um estudo da percepção ambiental da sociedade frente à problemática (causas, efeitos, prós e contras) das mudanças climáticas.
Roosevelt S. Fernandes, M. Sc.
Núcleo de Estudos em Percepção Ambiental / NEPA
roosevelt@ebrnet.com.br