Músicos em prol da sustentabilidade
Destaque — By Luis Corvini Filho on outubro 6, 2010 at 10:21Amor, ódio, política, guerra e paz. Diversas são as mensagens levantadas pela música e por seus autores. Algumas bandas de grande renome mundial, porém, erguem a bandeira ambiental e abastecem sua trupe de fãs com opiniões e ações em prol do planeta. Com atos que vão muito além das letras e cifras, pregam à sociedade como agir de forma sustentável. Conheça algumas delas aqui.
Dave Matthews Band
Criada pelo Sul-africano Dave Matthews em Charlottesville (EUA), a banda encabeça um movimento informal conhecido como greening the tour (“deixando a turnê mais verde”, em tradução livre). Em 2006, o grupo decidiu compensar a poluição produzida durante as apresentações, com ações de conscientização e reciclagem.
Ela também investe em ONGs e instituições promovem ações sustentáveis (divulgando links em seu próprio website). Em 2003, auxiliaram na construção da Rosebud Wind Turbine, a primeira turbina de vento de grande escala nos EUA. Em 2010, a turnê de verão deles contou com o apoio da ONG Filter For Good, incentivando os fãs a reutilizarem garrafas de água.
Jack Johnson
O músico tem uma forte ligação com o mundo do surf e com o oceano. Em 2008, ele neutralizou 1.450 toneladas de CO2. Além disso, contribui financeiramente na preservação de uma área na Amazônia peruana.
O envolvimento do músico com o desenvolvimento sustentável é tão intenso que ele fundou, no Havaí, uma ONG que apóia a educação ambiental, a Kokua Hawaii Foundation. Outra ONG encabeçada por Jack é a All at Once (veja vídeo acima e a letra letra desta música). No site da organização, há uma nota dizendo que Jack doou 100% dos lucros de sua turnê de 2008 para a Johnson Ohana Foundation, e que o fará novamente agora em 2010.
O site oficial do artista tem também uma área dedicada apenas à sustentabilidade, contendo até mesmo a descrição do impacto de suas turnês. Ele também apóia a organização Surfrider Foundation.
Linkin Park
Depois do Tsunami no Oceano Índico que atingiu o litoral da Indonésia, Sri Lanka e outros países asiáticos, em 2004, a banda fundou a ONG Music for Relief (Música para o Alívio), dedicada a auxiliar as vítimas de catástrofes naturais.
A organização levantou mais de 3,5 milhões de dólares (mais de 6,1 milhões de reais) para vítimas de catástrofes múltiplas em quatro continentes (inclusive para as vítimas do Tsunami, em 2004). A ONG também apóia programas ambientais para ajudar na prevenção e diminuição de futuras catástrofes naturais, tais como a campanha Send Dirt, para proteção e restauração das zonas úmidas, e de milhões de árvores no Projeto Inner Mongolia.
A Music for Relief organizou um concerto beneficente com artistas renomados, enviando músicos e voluntários para ajudar no Sudeste Asiático. Cerca de 810 mil árvores foram plantadas para ajudar a reduzir o aquecimento global em uma de suas campanhas.
O clip Not Alone (confira o vídeo acima) mostra imagens do trabalho de equipes de resgate depois do terremoto que afetou o Haiti em janeiro de 2010.
Pearl Jam
Nas últimas turnês mundiais a banda neutralizou as emissões de carbono, ao criar uma reserva ambiental em Madagascar, país no sul do continente africano. Os discursos nos palcos e na TV sempre buscam conscientizar os fãs, assumindo esse papel de “Já que nos ouvem, vamos falar o que precisa ser dito”.
Recentemente, o guitarrista assumiu em entrevista que a banda é mais do que apenas os músicos em si, é sim um negócio, um empreendimento. Dessa forma, investem dinheiro, tempo e recursos para o desenvolvimento sustentável. Dentro do site deles há uma área dedicada a conscientizar os fãs.
Aproveitando o gancho da música Amongst the Waves (veja no vídeo acima), o Pearl Jam indica como cada um pode se envolver para salvar e preservar os oceanos.
Radiohead
Por exigência da banda, todos os palcos de seus shows têm uma preocupação ambiental. A cenografia é feita com material reciclado e a iluminação baseia-se em microlâmpadas que consomem 10% da energia das convencionais. Em algumas turnês, a banda envia seus equipamentos por navio, para poupar o tráfego aéreo e diminuir a emissão de gases poluentes.
Além disso, o último álbum, In Rainbows, foi disponibilizado antes na internet para download, com uma proposta inusitada para os fãs. Eles podiam pagar o valor que quisessem pela compilação das músicas, diminuindo a quantidade de CDs e o gasto de matéria-prima na produção desses. Por essas e outras, foram eleitos pelo Planet Green (movimento sustentável liderado pela Discovery Communications) como um dos destaques no cenário musical, preocupados com o bem do planeta.
Coldplay
Em 2002, a banda contratou uma empresa para plantar 10 mil mangueiras em Karnataka, na Índia. A ideia, na época, era neutralizar a poluição gerada na produção e distribuição de seus CDs. Já em 2009, durante a turnê Viva la Vida, Chris Martin e cia promoveram o primeiro show com carbono neutro na região de Abu Dabi, nos Emirados Árabes. O governo local não apenas destacou os acontecimentos sustentáveis do evento, mas utilizou o momento para chamar a atenção de todos para os problemas ambientais do Oriente Médio.
Infelizmente, um show de impacto
Promover a arte da música e agradar aos fãs, porém, não é uma tarefa fácil nem sustentável. Veja um infográfico feito pela revista Galileu, exemplificando qual o impacto médio de um show da cantora Ivete Sangalo, saindo da Bahia para o Rio de Janeiro.
Fonte: SWU / Revista Galileu
Imagem: Luis Corvini Filho
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Tags: all at once, cobertura, coldplay, dave matthews band, earthquake, Haiti, indonesia, internacional, ivete sangalo, linkin park, radiohead, rock, sri lanka, surfrider foundation











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